Guilherme Gafi

Processos Intermináveis

o artista andreense Guilherme GAFI apresenta uma série de trabalhos recentes e realizados em diferentes suportes e técnicas, nos quais propõe olhares sobre o espaço urbano, a noção de indivíduo e a invenção do cotidiano. Em telas, tocos de árvores, materiais de construção civil, aquarelas e azulejos, GAFI. explora temas recorrentes na arte contemporânea, como a descaracterização do indivíduo, a permanência da memória e o cotidiano bruto das cidades.

GAFI começou seu trabalho artístico na street art e no graffiti, tendo apresentado seu trabalho em importantes exposições do movimento. Apesar dessa influência inicial, sua produção passou a incorporar diferentes técnicas e suportes, de modo a absorver elementos do contexto urbano. Seus primeiros murais, desenvolvidos para pistas de skate e muros das cidades, trabalhavam com a ideia de uma paisagem desconstruída e fantástica. Posteriormente, estudos, desenhos e pinturas passaram a ser o centro de sua pesquisa, que atualmente se desdobra em fotografia, objetos, assemblages e instalações.

Sua pintura originária das ruas carrega, na própria técnica, uma estética que remete a um imaginário urbano que oculta a identidade dos moradores e protagonistas da cidade. Seus rostos feitos com camadas sobrepostas de tinta escorrida descaracterizam a função tradicional do retrato, de maneira a propor que indivíduos anônimos ocupem um espaço central, na tela e também no mundo.

Sua pesquisa denota uma atenção especial ao espaço que circunda seu atêlie e da vida deste território. A observação diária do cotidiano, para além de transformar o artista em uma espécie de voyer da cidade, é apresentada como uma apropriação. O imaginário manifestado em sua produção é contaminado de imagens urbanas, de “gambiarras” escultóricas e de situações convividas com os indivíduos.

 
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